Justiça conclui audiências do homicídio de Duilian; acusado mantém versão que não matou o comerciante

EXCLUSIVO – A Justiça realizou na terça-feira (26), no Fórum Dr. Carvalho de Mendonça, a audiência final de instrução processual, da morte do comerciante Duilian Ramon de Lima de 37 anos. O rapaz foi encontrado morto no dia no dia 08 de fevereiro, com requintes de crueldade em uma ponte na zona rural de Três Pontas. Ele havia desaparecido no dia anterior. O acusado pela execução de 37 anos, foi preso pela Polícia Civil na segunda-feira (14) e a motivação do crime seria um desacordo comercial.

Foram quatro audiências realizadas onde foram ouvidas testemunhas de acusação e defesa. Na última o acusado foi interrogado. Por estratégia, ele respondeu somente as perguntas da defesa e explicou todos os pontos contraditórios que teria dado no depoimento na fase da investigação. Ele continuou negando que tenha cometido o homicídio.

Com a coleta de todas as provas na fase judicial, o processo agora vai para a fase final, quando Promotoria e Assistente de acusação tem o prazo de cinco dias para oferecerem suas alegações finais, que é a manifestação acusatória após a apresentação de todas as provas.

Depois, no mesmo prazo, a Defesa também oferecerá suas razões finais, quando segundo o advogado de defesa do acusado Dr. Francisco Braga Filho, deverá combater todos os pontos da acusação. Por fim, o processo será encaminhado ao Juiz Criminal para que ele profira a sentença no prazo de 10 dias, quando será decidido se o acusado irá ou não, a julgamento pelo Tribunal do Juri.

Se for condenado pelo homicídio, o acusado pode pegar uma pena entre 12 e 30 anos de prisão, mais o crime de ocultação de cadáver que varia de 1 a 3 anos.

Ele está preso na Penitenciária de Três Corações, a disposição da justiça.

O acusado de matar Duilian Ramon de Lima (foto) foi preso em casa, no Centro durante a Operação Êxodo 22:25. O corpo da vítima foi encontrado próximo de uma ponte e um rio na Comunidade Arara Mirim, amarrado por cordas junto a uma pedra e com dois disparos de arma de fogo.

De acordo com o Inquérito Policial, Duilian e o investigado eram do mesmo convívio. O comerciante era cliente do suspeito e a vítima foi atraída justamente pela amizade que eles mantinham. Duilian saiu da loja de conveniência que estava montando, desceu a rua em direção a Avenida JK para se encontrar com o criminoso e entrou de forma espontânea em uma caminhonete e eles seguiram para a zona rural. Ele não sabia que estava sendo levado para não voltar mais e estava traçando a rota da morte.

Ainda de acordo com a Polícia Civil, a morte dele foi por conta de um contrato de empréstimo/agiotagem feito pelo comerciante com o investigado. Duilian havia pego R$200 mil e dado como garantia imóveis avaliados em R$1 milhão. Para ficar com o patrimônio, o suspeito teria matado o comerciante e se apoderar destes bens, antes do desfecho da negociação. O suspeito é conhecido na cidade por emprestar dinheiro, e a vitima seria um dos seus “clientes”.

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